Conectiva Linux 10 – Impressões de um usuário comum
Antes de entrar no tema
desta modesta e pretensa análise, permitam-me um desabafo. Infelizmente,
a cada dia que passa, fico mais e mais convencido que o maior inimigo do
Pingüim não é o Tio Bill nem o Windows ou ainda “Aquele Outro Sistema”,
como gostam de dizer os adeptos mais fervorosos do Linux. Não fiz
nenhuma pesquisa, mas tenho a nítida impressão que um dos grandes
obstáculos à uma maior aceitação e uso do Linux é a excessiva
religiosidade com que o sistema é tratado por uma grande parte de sua
própria comunidade.
Por favor, procurem
baixar as armas. Não vim aqui pichar o software livre e, muito menos, o
esforço e dedicação de toda uma comunidade. Ao contrário, quero apenas
tecer algumas considerações que, no meu entender de candidato a usuário
comum, podem tornar o sistema mais atraente e fácil de ser implementado
e usado. Isso, sem dúvida, poderia fazer com que muito mais gente se
interessasse pelo simpático Pingüim, não apenas em cima da geladeira,
mas dentro de seus respectivos microcomputadores.
- Ooppss! Tinha me
esquecido! Acho que pingüim em cima de geladeira é do tempo de minha
avó. Hoje, as geladeiras são mais eficientes, econômicas e obedecem a um
novo paradigma de decoração praticidade e uso, contando inclusive com
controle computadorizado do estoque interno e Internet para fazer a
reposição. Mas deixemos o “ice-pentium” com refrigerador “on-board” de
lado e voltemos ao micro convencional de mesa, “Desktop”, para uso da
família.
Sejamos sensatos e
pragmáticos. Esse “Desktop”, que hoje é quase tão comum quanto a TV e o
som em qualquer casa, tem um usuário com perfil muitíssimo bem
caracterizado. Esse usuário, em sua esmagadora maioria, quer um
computador para navegar, bater papo, baixar música e/ou vídeo, fazer
trabalhos escolares e jogar. Uma pequena parcela, além disso, também se
diverte fuçando no software e no hardware. Mas é importante notar que se
trata de uma pequena parcela apenas.
É pura ingenuidade supor
que o usuário comum, aquele da esmagadora maioria, independente de sua
inteligência, vá querer ficar lendo “how-tos” e digitando comandos
esquisitos numa tela preta tentando fazer o danado do modem funcionar.
Isso é piada. Esse usuário comum, com certeza, deve rachar de rir quando
vê o pessoal mais radical maldizer o Windows e seus defeitos que, apesar
de todas as blasfêmias, reconhece todo e qualquer hardware existente no
planeta. Não adianta xingar. Essa é uma realidade inquestionável.
Também não me agrada ver
o Mundo dependente de um único Sistema Operacional sem concorrentes.
Entretanto, não adianta maldizer o Windows e aumentar ou inventar
defeitos para ele. Também é puro engano e ingenuidade supor que se possa
vender uma boa imagem do Linux baseado apenas em uma pretensa maior
segurança e estabilidade. É preciso que haja na comunidade Linux uma
postura mais pragmática, destituída de fanatismo religioso. Isso não
ajuda nada ou, pior ainda, atrapalha muito.
Vou pedir paciência ao
leitor. As considerações que seguem são longas, mas é por uma boa causa.
Vamos tomar o Conectiva Linux 10 (CL10) como exemplo para discussão de
alguns pontos que, na minha visão de um usuário comum, seriam de grande
ajuda para maior disseminação do Linux. Eu convivo e, frequentemente,
por puro prazer, ajudo um grande número de usuários comuns a instalar ou
resolver pequenos problemas no Windows. Por isso me sinto mais ou menos
a vontade para falar em nome de um usuário comum.
O CL10 é brasileiro e,
acredito eu, uma das principais distribuições Linux do Mundo. Um breve
comentário - acho que existem distribuições de mais. Além disto, o CL10
segue o padrão “rpm” para os seus pacotes. Para quem está chegando
agora ao mundo Linux vamos esclarecer alguns pontos.
Distribuição é o nome que
se dá a uma coleção de pacotes (módulos e/ou programas) que fazem parte
de um conjunto maior e coerente (nem sempre) contendo o sistema
operacional completo mais uma porção de programas utilitários como
editores de texto, navegadores, planilhas de cálculo, programas de
correio eletrônico, programas de multimídia e jogos dentre vários outros
de uso mais frequente. Existem dezenas (se não centenas) de
distribuições espalhadas pelo Mundo e, muito embora, todas usem o mesmo
núcleo central padronizado (kernel) do sistema operacional, cada
distribuição tem suas características particulares. A transposição de um
pacote de uma distribuição para outra, via de regra, é uma tarefa
ingrata, sendo mais apropriada para usuários experientes. Além disto, o
kernel, bem como os demais módulos importantes do sistema estão em
constante aperfeiçoamento e novas versões surgem a todo o momento. Isto
acarreta uma defasagem natural de versão entre as várias distribuições,
complicando um pouquinho mais as coisas para o usuário recém chegado a
este novo mundo.
O resultado prático
desses aspectos é que um mesmo problema, em geral, se manifesta de modo
diferente nas diferentes distribuições e, como consequência geral,
também requer solução diferente para cada distribuição. Sejamos
pragmáticos e honestos. A coisa toda é bem mais complicada que no mundo
Windows. Essa realidade precisa ser encarada de frente, sem ideologia ou
preconceito. É um desafio a ser superado com objetividade, inteligência
e técnica, e não com chavões e imprecações pueris contra o Windows.
Tenho visto com muita
frequência dicas e “how-tos” muito bem intencionados, mas impregnados de
fanatismo. Este tipo de atitude confunde o novo usuário que está
tentando entender o sistema e resolver um problema prático. Muitas
vezes, uma solução ou dica trivial é transformada numa parafernália de
comentários rancorosos e desnecessários sobre os defeitos do Windows. A
empolgação crítica de muitos é tanta que quase sempre se esquecem de
dizer sobre qual distribuição e versão de kernel estão falando.
Conclusão. A dica só serve para ele mesmo ou, para alguém que, por mera
coincidência, esteja com a mesma distribuição e versão. Neste caso, a
boa intenção acaba também se transformando em uma piada já que no mundo
Windows nada disso acontece ou se acontece todo mundo fala sempre a
mesma língua. Fica aqui um alerta. O rancor e preconceito acaba tendo
efeito contrário ao desejado.
Voltemos ao CL10. O
padrão “rpm” adotado pelo Conectiva para montagem de pacotes foi
originalmente desenvolvido pela Red Hat, uma das maiores e mais antigas
distribuições Linux do Mundo. Isso coloca a CL10 num bom nível de
padronização, tornando-a mais amigável para o usuário final. O meu
computador de teste é um Pentium III – 500MHz e 192MB-RAM, espetado numa
placa-mãe PCCHIPS (748LMR) com vídeo SiS530/620 “on-board”, som CMI8338
“on-board” e winmodem PCI Lucent. Trata-se de uma configuração já meio
obsoleta mas, seguramente, parte de uma família de “hardware” que ocupa
mais de 70% do mercado e na qual o windows XP roda redondinho. Digo isso
não como provocação, mas como alerta que se trata de uma máquina simples
mas funcional e, acima de tudo, de uso muito comum.
A instalação de um
sistema operacional a partir do zero, seja ele Windows ou Linux, exige
que o usuário tenha alguma noção da máquina, dos diversos sistemas de
arquivamento em disco rígido e do particionamento do HD (disco rígido).
Nem sempre o usuário comum entende bem essas coisas. Na maior das vezes
o computador já é adquirido com o Windows e demais programas ou pacotes
instalados. Esse é um ponto muito forte do Windows. Mas nem sempre foi
assim. No princípio da era PC (Personal Computer) o usuário era obrigado
a entender um pouquinho dessas coisas se quisesse usar o DOS daqueles
tempos de modo eficiente. Portanto, neste ponto, o candidato a usuário
Linux precisa ter um pouco de paciência e boa vontade. Mas, por outro
lado, a comunidade Linux também precisa se esforçar para facilitar as
coisas, seja com dicas práticas bem escritas e objetivas, seja com
programas de instalação inteligentes, práticos e auto-explicativos.
Neste aspecto o CL10 está
bem equipado, mas poderia dar um passo a frente destacando-se das demais
distribuições com alguns pequenos retoques. Não pretendo reproduzir aqui
um guia de instalação. Já existem vários endereços (http://www.ppgia.pucpr.br/~laureano/guias/cl10/cl10.htm)
que apresentam de modo detalhado e claro esse procedimento. Vou apenas
comentar algumas etapas da instalação padrão que é a escolha usual
indicada para um usuário comum.
O CL10 poderia agregar na
própria tela do instalador, algumas dicas para orientação do usuário.
Por exemplo, na hora de efetuar o particionamento do HD, poderia apontar
que o sistema de arquivo “ext3” é o padrão mais indicado para o usuário
normal. Poderia ainda esclarecer com uma frase curta e objetiva em que
situação as opções “raid” e “lvm” são indicadas. Um pouco antes dessa
tela, na etapa em que se faz a opção pelo perfil da instalação (Padrão,
mínimo, notebook etc..) caberia também uma nota curta sobre em que
situação deveria se optar pelo particionamento manual forçado, além de
alertar o usuário que as opções de particionamento só irão aparecer se
esta opção for marcada neste ponto da instalação. São pequenos retoques
que asseguram maior conforto e confiança ao usuário comum. Outra ponto
muito importante seria ter em cada tela da instalação a opção de abortar
a instalação e retornar ao início da mesma para permitir ao usuário
rever todas as suas opções. Essa opção não existe em nenhuma
distribuição e faz uma falta danada.
Para a partição “swap”
acho que o sistema também deveria fazer uma sugestão do tamanho usual
com base na memória RAM detectada. Não custa nada indicar ou até mesmo
pré-configurar a partição “swap”, deixando ao usuário apenas a
confirmação ou eventual escolha de outro valor.
O passo seguinte da
instalação diz respeito à configuração da rede. Acho que aqui também as
dificuldades independem de ser Linux ou Windows. Se não houver problema
com a detecção da placa de rede, me parece que não há nada a salientar
neste item. A tela para as opções está bem clara e objetiva. Daí em
diante a instalação padrão segue de modo totalmente automático,
apresentando algumas telas com as inovações e características do
sistema.
Na etapa seguinte temos a
configuração de vídeo. Aqui também houve uma boa evolução no mundo Linux.
Parece que a detecção funciona bem e não são esperados maiores
problemas. No Conectiva 9 tive alguns problemas com o vídeo (SIS530/620
e monitor LG 560N). A placa era detectada, mas o monitor não. Nas opções
de monitor não havia (no CL9) o LG-560N e usei um genérico. Funcionava
mas ficava uma linha pontilhada discreta mas irritante de um lado da
tela. Isso ocorria em todas as resoluções normais usadas.
No CL10 tudo correu sem
problemas nesta etapa de configuração de vídeo, mas acho oportuno uma
observação. Parece que a grande maioria das distribuições Linux,
incluindo o CL10, partem do princípio que o usuário tem sempre um
monitor de 17 polegadas e vai sempre trabalhar com resoluções de
1024x768 ou maiores. Esse problema é crítico porque afeta a maneira como
as janelas de inúmeros aplicativos são abertas. Como resultado dessa
estratégia equivocada, o usuário comum que, na esmagadora maioria, tem
um monitor de 15 polegadas e trabalha com resolução de 800x600, sai
prejudicado. É preciso rever esse ponto e fazer com que as janelas dos
aplicativos se abram de modo compatível com a resolução utilizada, seja
ela qual for.
Durante a
instalação-configuração de vídeo, o usuário pode efetuar o teste para
ver se está tudo funcionando corretamente. Muito boa esta providência.
Feito isto temos a seguir a tela para definição das senhas do
Administrador (root) e dos usuários comuns. Esse tema, envolvendo
segurança do sistema, é amplamente explorado em quase todo endereço
Linux da rede. Todavia, no caso de um usuário doméstico comum, as coisas
poderiam ser mais simples. Poderia haver como opção padrão a definição
do Administrador com sua respectiva senha e a definição pré-configurada
de um usuário padrão sem senha, na qual o sistema efetuaria
automaticamente o “login”. Seria muito mais prático e rápido. Acho que
existe uma boa dose de paranóia nessa história de segurança. Tudo bem
que no caso de uma rede corporativa com grande número de máquinas e
arquivos de acesso restrito, todo cuidado é pouco e a paranóia é mais
que justificada. Mas convenhamos, para uso doméstico as coisas podem ser
mais simples. Afinal de contas, para o usuário comum, o computador deve
ser parte da solução e não parte do problema.
Finalmente, chegamos na
tela final da instalação onde deveremos optar por um gerenciador de
“boot”. Aqui também, muito embora não haja mistério para os iniciados,
caberia uma nota esclarecedora e até uma sugestão de qual gerenciador (LILO
ou GRUB) é mais adequado ao usuário comum. Também deveria haver no CL10
a opção de não instalar gerenciador de “boot” e sim fazer um disquete de
“boot”. Essa opção havia no CL9 e foi simplesmente eliminada no CL10,
nem mesmo o programa “mkebootdisk” é instalado por default. Não vejo
razão para isso. É uma opção importante para quem está iniciando e ainda
não se sente seguro o bastante para mexer nas opções de boot do
computador que, em geral, já está com o Windows instalado. Vale ainda
ressaltar que o CL10 poderia trazer como inovação a geração de um
disquete com um “bootmanager”, bem mais rápido, usando a opção existente
de gravação do “boot” do CL10 na própria partição Linux. Bastaria uma
nota informativa na tela de opções e a sugestão para esse procedimento
seguro e simples.
Feita estas opções finais
o sistema vai informar que se instalou com sucesso e pede para ser
reinicializado. Beleza! Assunto encerrado! – Bem ! Muitas vezes sim,
mas, com frequência bem maior que o esperado, é aqui que começam as
dores de cabeça. É chato dizer isso! Pode passar a impressão de se estar
fazendo propaganda contrária ao Linux, mas é preciso ser honesto com o
leitor. Houve grande avanço no mundo Linux. Hoje, o Sistema é uma
alternativa, verdadeiramente viável para o usuário comum, mas ainda
falta um pouco para ser uma alternativa pronta para o usuário comum. Em
geral, som, modem e alguns periféricos são a grande dor de cabeça de
muita gente. O mais chato é que a solução desses problemas poderia ser
muito mais simples do que é se houvesse um pouco mais de sensibilidade
da comunidade Linux.
Vamos continuar com CL10.
Lá no começo da instalação, uma tela bem feita que vem logo a seguir da
opção de idioma, faz um resumo sobre as características e facilidades do
novo sistema. Um dos itens afirma que o sistema já vem preparado para os
famosos “winmodens” ou “softmodens”. Como o próprio nome sugere, são
modens de baixo custo desenvolvidos para trabalharem bem com o sistema
Windows. Em geral, os fabricantes desses componentes visam apenas o
sistema Windows que responde por mais de 95% do mercado de software. Não
é culpa do Linux que esses fabricantes não passem as informações
necessárias para o desenvolvimento de “drivers” adequados ao Linux.
Nesse ponto devemos dar um desconto. O que não se pode admitir é que,
uma vez existindo o “driver”, e ele já existe de fato, para uma boa
parte das marcas comercializadas, o mesmo não seja reconhecido e
instalado por default.
- Mas tem o problema da
licença ! Afirmam alguns ! Tudo bem, admitamos que haja alguns entraves
para que o driver seja colocado nos CDs da distribuição normal. Mas
então porque dizer que o sistema está preparado? Embora seja verdade,
isso cria uma falsa expectativa de que o modem vai funcionar de cara.
Porque não disponibilizar, concomitantemente com a distribuição, o
arquivo binário para baixá-lo via Windows ou através de outro
computador?. A Conectiva poderia inovar colocando na tela inicial do
primeiro “boot” uma orientação prática e objetiva de como proceder com
relação aos componentes de hardware não detectados ou não configurados
corretamente pela instalação automática. No caso do modem, por exemplo,
deveria constar um endereço, de preferência do próprio “ftp” da
Conectiva, onde o binário com as instruções pertinentes para o CL10
estariam disponíveis para “download”. Seria uma boa forma da Conectiva
conquistar novos amigos.
O mesmo se aplica ao som.
Em meu caso a placa CMI8338 foi reconhecida e instalada, mas o sistema
continuou mudo. Porque? Porque as opções de volume e “half-duplex” não
vieram habilitadas por default. Aqui também caberia uma dica na tela de
apresentação do “boot” inicial, algo do tipo: - caso o seu sistema não
tenha iniciado com um acorde sonoro, veja instruções aqui (“link”
para arquivo “html” instalado contendo toda a orientação necessária para
sanar o problema).
Como já mencionei antes,
são soluções simples que poderiam evitar muitas dores de cabeça aos
usuários comuns. Assim como eu, acredito que boa parte dos usuários
estão abertos a algumas dificuldades iniciais com um novo sistema,
principalmente por se tratar de um sistema aberto. Mas isso não
justifica que os desenvolvedores deixem de adotar algumas medidas
corretivas simples. Volto a insistir, o usuário comum quer o computador
como parte da solução e não como parte do problema. O usuário comum quer
navegar, jogar, bater papo, ouvir música e não ficar administrando
contas de usuário ou abrindo arquivos esquisitos num editor “vi”
enigmático para digitar comandos mais enigmáticos ainda. É esse usuário
comum que o Linux precisa conquistar. O mercado de redes corporativas
dispensa quase tudo o que foi dito aqui, pois é um mercado formado por
especialistas que sabem muito bem como fazer as coisas. Entretanto,
tenho o palpite de que nesse mundo de competição econômica selvagem,
esse mercado, em algum momento, pode vir a ser obrigado a seguir novos
rumos. Isso é apenas um palpite. Esse assunto é complexo e o que sei é
muito superficial, mas não custa pensar nisso com cuidado. Acho perigoso
o Linux apostar suas fichas somente no mercado corporativo. É preciso
pensar com mais cuidado no usuário doméstico, lembrando que a esmagadora
maioria tem outros interesses que não o de mexer em arquivos de
configuração ou ficar compilando pacotes.
Após estar instalado o
CL10 é um sistema com visual bastante agradável e simples. A instalação
padrão vem com o KDE como gerenciador de ambiente gráfico e seu menu é
enxuto e traz as principais opções necessárias para a realização das
tarefas mais comuns. A operação é simples e intuitiva, muito semelhante
ao Windows. Muito bom. Um belo trabalho da equipe do Conectiva. E
aproveito para dizer que não há mal algum em ser tão simples e fácil de
usar quanto o windows. Isso não é defeito. É uma qualidade requerida
pela esmagadora maioria de usuários.
Para terminar, vamos de
uma vez por todas tirar o Pinguim da geladeira. Vamos acordar para a
realidade e deixar de lado essa utopia de que no futuro todos os
usuários de computadores querem ser especialistas em configuração do
Linux. Vamos enxugar a montanha de “how-tos” fazendo dela um coleção
simples, prática e elegante de dicas objetivas e bem estruturadas para
cada distribuição. O nível de poluição informacional está muito alto,
gerando muito mais ruído do que soluções de fato. Vamos acabar com esse
rancor sem sentido contra o Windows. Há espaço para todos no Mundo. Se
tivermos um Mundo com Windows, Linux, BSD, Apple ou qualquer outro
Sistema Operacional competindo de igual para igual com soluções práticas
e inovadoras, todos sairão ganhando. O software livre pode e deve ser um
ideal, uma filosofia de vida. Mas é preciso cuidado para não
transformá-lo em seita fanática, pois esse é o caminho mais curto e
rápido para aniquilá-lo.