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Conectiva Linux 10 – O caminho das pedras
Este é o terceiro e último artigo de uma série de 3 que resolvi escrever
narrando minhas aventuras com o Linux, particularmente com o CL10 -
Conectiva Linux 10. Os artigos anteriores podem ser encontrados no
endereço abaixo:
http://www.las.inpe.br/~cesar/miudos/filosofia/linux_cl10.htm
http://www.las.inpe.br/~cesar/miudos/filosofia/open_open.htm
Trata-se realmente de uma aventura, não só para mim que sou novato em
Linux, apesar dos meus 50 de idade e quase 30 no uso diário de
computadores, mas também para aqueles que dormem com o Pinguim debaixo
do travesseiro. É isso mesmo, pelo que tenho visto pelos incontáveis
fóruns existentes por ai, acho que a turma que respira, bebe e come
Linux todos os dias também apanha muito do Pinguim. Acho até que
poderíamos dividir o universo de usuários Linux em dois grandes grupos:
a) Usuário com imersão total no mundo Linux, seja por necessidade
profissional, seja por hobby.
b) Usuários comuns com potencial para adotar o Linux ou em vias de
adotar o linux como ferramenta de trabalho apenas.
Essa divisão, embora subjetiva, me parece apropriada para a discussão de
estratégias de marketing e expansão do Linux. Pelo teor da grande
maioria das mensagens que vejo postadas nos fóruns de discussão, sem
levar em conta a distribuição em foco, o grupo (a) é de longe o maior
deles. São pessoas dedicadas que efetivamente usam o linux
profissionalmente ou o adotaram como hobby. Com relação ao profissional
não há o que comentar. O hobbista, neste contexto, é aquele que pode
dedicar uma parte de seu tempo à pesquisa e leitura de “howtos” e
tutoriais sobre Linux. O hobbista, além do tempo disponível, gosta do
desafio de compilar um programa e sentir que está no comando do SO. O
hobbista faz do linux uma atividade e não apenas uma ferramenta de
trabalho.
Já o grupo (b) é formado por indivíduos que além de não estarem
profissionalmente envolvidos com o Linux, têm outros interesses,
compromissos e hobbies. Esse grupo (b), acredito eu, pequeno dentro do
Universo Linux, é enorme dentro do Universo de Usuários de Computador.
São todos potenciais candidatos a usuários Linux. É para este grupo,
diga-se, gigantesco, que chamo de grupo de usuários comuns, que a
estratégia para expansão do Linux deve se concentrar. Caso contrário, o
crescimento do Linux continuará sendo marginal e localizado no mundo
corporativo apenas.
É bom que se note que o usuário comum, por regra, não é um analfabeto em
computadores nem muito menos um indivíduo refratário à leitura de
material técnico. Este usuário apenas tem outras prioridades que não a
leitura de tutoriais e “howtos” sobre Linux. Digo isto porque tenho
visto com muita frequência, sugestões, muitas vezes deselegantes, para
que os novos usuários como eu, por exemplo, não sejam preguiçosos e
leiam mais “howtos” e tutoriais antes de reclamarem de dificuldades com
o Linux. Acho que esse tipo de conselho dado de modo descuidado é um
ótimo espanta usuário. - Cuidado pessoal !
Para este grupo (b) de usuários comuns, é de fundamental importância que
4 aspectos sejam muito bem estruturados e amigáveis:
1) Instalação do sistema,
2) Maior base para reconhecimento e instalação automática de hardware.
3) Configuração e manutenção do sistema,
4) Instalação e configuração de programas adicionais, se possível, com a
transposição amigável entre as principais distribuições.
A expansão do software seria uma consequência direta dos aspectos acima.
Não sou guru nem especialista em marketing, mas estou convencido que sem
estes 4 requisitos, o futuro do Linux, no mínimo, é uma incógnita.
Felizmente, essa estratégia já vêm sendo perseguida por várias
distribuições. Só aqui no Brasil temos o exemplo da Conectiva e da
família Kurumim, abrangendo variantes com a mesma filosofia de Sistema
Simples e Amigável, mas com algumas diferenças de estilo:
• Kalango Linux - http://www.kalangolinux.org/,
• BigLinux - http://biglinux.codigolivre.org.br/index.php
• Dizinha – http://www.dizinha.cjb.net/
Todos derivados do excelente projeto Kurumim do Carlos Morimoto (http://www.guiadohardware.net/kurumin/)
que por sua vez inspirou-se no Knoppix alemão
Mas vamos ao CL10 que é o principal motivo de nossas considerações. A
Conectiva é uma empresa Brasileira com sede em Curitiba e fundada em
1995, ou seja, já conta com 9 anos de tradição no desenvolvimento e uso
da plataforma Linux para o Mundo Corporativo. Isso acarreta algumas
responsabilidades e deveria haver um maior cuidado com a qualidade e
apresentação do seu produto, no caso, o CL10.
Sob uma perspectiva neutra, eu vejo que a comunidade Linux, isto é, o
grupo (a) de usuários, costuma deixar barato vários pequenos problemas
que poderiam ser facilmente sanados. Isto ocorre porque boa parte deste
grupo tem o Linux como uma espécie de religião. Mas se o Linux quiser se
expandir de fato, é preciso começar a sanar as inúmeras pequenas falhas
que comprometem a simplicidade. É sob este prisma que trago aqui minhas
críticas e sugestões. A intenção é somar e prestigiar a Conectiva, pois
seu sistema já está com um bom padrão de qualidade. Não custa nada
torná-lo melhor ainda.
Em termos de facilidade de uso e de sistema amigável, a família Kurumim
está muito à frente do CL10, embora não conte com a mesma estrutura
empresarial para o desenvolvimento. É por isto que estou focando minha
atenção no CL10. Uma empresa deveria oferecer muito mais. Vou apresentar
na forma de lista um resumo do que já foi apontado nos textos
anteriores, indicados no início deste artigo, acrescido de diversos
itens relativos ao uso do sistema instalado.
Pontos que requerem atenção do CL10:
INSTALADOR
1) Deveria indicar que o sistema de arquivo “ext3” é o padrão mais
indicado para o usuário normal.
2) Deveria ser mais informativo quanto às opções “raid” e “lvm”.
3) Deveria informar em que situação se deve optar pelo particionamento
manual forçado, além de alertar o usuário que as opções de
particionamento só irão aparecer se esta opção for marcada neste ponto
da instalação.
4) Deveria ter em todas as telas a opção de abortar a instalação e/ou
retornar ao início da mesma para permitir ao usuário rever todas as suas
opções.
5) Deveria sugerir o tamanho da partição SWAP com base na memória RAM
detectada.
6) Deveria ser mais informativo quanto aos gerenciadores LILO e GRUB.
Quais as vantagens e desvantagens de cada um?
7) Deveria permitir a opção de não instalar gerenciador de “boot” e sim
fazer um disquete de “boot”. Poderia também haver a opção de criar um
disquete com um “bootmanager”.
CONFIGURAÇÃO E USO DO SISTEMA INSTALADO
1) Não sei se o problema ocorre com outras placas de som, mas com a
placa CMI8338 houve o reconhecimento mas o sistema continuou mudo.
Porque? Porque as opções de “full-duplex” não vieram habilitadas por
default! Isso obriga o usuário comum a gastar um tempo enorme e precioso
com pesquisa e leitura de “howtos”. Por que? Só por comodismo ou
esquecimento da equipe de desenvolvimento?
2) Por que os “drivers” já disponíveis para “Winmodens” não vêm todos
instalados? Em meu caso, por exemplo, existe o “driver” do Lucent. Por
que o binário não acompanha a instalação? Novamente me parece comodismo
ou desatenção da equipe de desenvolvimento.
É aqui que começa o massacre do usuário comum. No grupo (a) há muitos
mazoquistas que gostam dessa tortura. Como não veio o binário do driver
Lucent, precisei percorrer o caminho das pedras. Como roteiro segui os
passos descritos em: - http://www.zago.eti.br/modem/lucentcl10.txt.
Reproduzo aqui, em itálico, o roteiro acima com o intuito de comentar
alguns aspectos muito chatos para o usuário comum. Não vai aqui nenhum
demérito ao roteiro e seu autor, pois além de ter sido útil para mim, o
mesmo é regra no Mundo Linux, mas é uma regra que precisa mudar já que é
muito tediosa e complexa para o usuário comum.
Instalando o modem lucent no conectiva 10 RC1
A instalação do modem lucent no conectiva 10 RC1 e fácil e em poucos
minutos você já esta navegando. Essa foi feita no modo Desktop
corporativo. Primeiro passo e ter os fontes do kernel instalado. Você
pode escolher pelo apt-get ou synaptic. Pelo synaptic procure por
kernel26-source, task-c++-devel, task-c-devel e gcc.
Acho que cabe aqui avisar o usuário comum que os pacotes encontram-se
nos CDs da distribuição e orientar que o SYNAPTIC é o programa que no
KDE encontra-se no menu: Sistema>Gerenciador de pacotes (RPM). Clareza e
objetividade são fundamentais.
Usaremos o wget para baixar o driver ltmodem-2.6-alk-2.tar.gz usar
o wget e para quem tem algum amigo ou conexão no trabalho com speedy ou
algo do tipo, caso não tenha faça o download pelo windows e logo após
grave em disquete pelo windows com algum navegador.
http://linmodems.technion.ac.il/packages/ltmodem/kernel-2.6/ltmodem-2.6-alk-2.tar.gz
Usando o linux.
Wget http://linmodems.technion.ac.il/packages/ltmodem/kernel-2.6/ltmodem-2.6-alk-2.tar.gz.
O usuário pode fazer o download do modo como sempre foi feito sem
colocar o “wget” no meio da história. Isso é totalmente desnecessário
neste caso. Só serve para confundir o usuário. Aproveito para comentar
que os “links” acima não funcionam de cara no ConectivaOffice. É preciso
ir no menu Ferramentas>Opções>Programas Externos e ajustar a chamada
para o Mozilla, ou para o Konqueror. Ora, se o CL10 vem com o Mozilla e
o Konqueror, custava vir com a opção já habilitada ? Isso pode parecer
simples e desnecessário ao usuário do grupo (a), mas é bom lembrar que o
usuário comum não tem a obrigação de saber que o programa “mozilla” está
no diretório /usr/bin. Isso não é nem um pouco óbvio.
Agora vamos descompactar o driver.
tar -zxvf ltmodem-2.6-alk-2.tar.gz
Entre no diretorio do modem
cd ltmodem-2.6-alk-2
Antes de executar o comando make precisamos fazer uma modificações no
Makefile e copiar um arquivo que contem informações sobre o processador
que você usa na sua máquina faremos da seguite forma para processadores
atlhon e duron.
Aqui também as coisas podem ser mais simples e elegantes. No Konqueror,
basta clicar com a tecla direita do mouse sobre o arquivo compactado que
surge um menu com a opção [ark]. Basta o usuário seguir as orientações
de tela que são simples e extrair o arquivo para o diretório desejado.
Tudo de modo simples e elegante como o usuário já está habituado em
outras plataformas, sem precisar ir para a linha de comando.
cd /usr/src/linux-2.6.5-55674cl/configs
cp kernel-athlon.config /usr/src/linux-2.6.5-55674cl/.config
Para processadores pentium, por exemplo o pentium4 o arquivo que deve
ser copiado e esse:cp kernel-pentium4.config /usr/src/linux-2.6.5-55674cl/.config
Ou o kernel 2.6.5-i686config para um Pentium III, como é meu caso (o
melhor é experimentar e voltar neste ponto caso o comando make acuse
erro de versão).
Todos estes passos podem ser executados de forma bem amigável com o
Konqueror ou com “mc – Midnight Commander”, um clone do “Norton
Commander” do tempo do DOS e que realiza de modo simples uma série de
tarefas de copiar, renomear e editar arquivos. Basta digitar “mc” em um
terminal de comando. O programa tem uma interface simples, amigável e
fácil de ser compreendida.
OBS: As duas linha de comandos acima se aplica no conectiva 10
versão RC1, para as próximas versões os nomes do diretórios deverão
mudar e portanto você devera fazer essa correção pra adptar as futuras
versões do conectiva 10, igualmente deve ser copiado o arquivo
correspondente ao seu processador, caso ele não seja um dos exemplos
acima.
vi Makefile
Na linha 6.1 que esta dessa forma
KERNEL_DIR := /usr/src/linux-2.6/
Troque por: KERNEL_DIR := /usr/src/linux-2.6.5-55674cl
Este é o pior conselho que se pode dar ao usuário comum. O editor “vi” é
jurássico e completamente enigmático. Pode ser bom para um disquete de
emergência, mas neste caso é melhor xingar a mãe do usuário do que
mandá-lo usar o “vi”. Novamente o comando Utilidades > Bloco de Notas ou
“mc” são as opções indicadas.
Salve o arquivo Makefile. Agora poderemos executar o make
make
Se tudo ocorrer bem precisamos copiar dois arquivos que vem nesse driver
que são ltmodem.ko e ltserial.ko para o diretório /lib/module/versão do
kernel/kernel/drivers
Faremos da seguinte forma para o conectiva 10 RC1
cp ltmodem.ko /lib/modules/2.6.5-55674cl/kernel/drivers
cp ltserial.ko /lib/modules/2.6.5-55674cl/kernel/drivers
Usar o Konqueror ou “mc” para as copias é muito mais fácil.
O próximo passo agora e acresentar as seguinte linhas no arquivo
modprob.conf essas linhas devem ser acresentadas no final do arquivo.
vi /etc/modprob.conf
Desnecessário repetir o absurdo do “vi”.
alias /dev/modem ltserial
alias char-major-62 ltserial
alias /dev/tts/LT0 ltserial
Salvando o arquivo agora execute o seguinte comando: depmod -a
Agora falta pouco para podermos navegar precisamos executar os seguinte
comandos: mknod --mode=0640 /dev/ttyLT0 c 62 64
Vamos criar um link simbolico de /dev/ttyLTO para /dev/modem.
ln -sf /dev/ttyLT0 /dev/modem
Bom agora so resta chamar o kppp e configurar uma conta e navegar na
internet.
Autor: Anderson Marcelo de Oliveira.
e-mail - andersonmsp@yahoo.com.br
Agradecimentos a: edmarcos
Assinante da linux-br que foi uns dos primeiros a navegar com o modem
lucent no kernel 2.6
Observe no agradecimento acima como este procedimento é contado como
vitória de um pioneiro. Infelizmente, isso é verdade. Mas não deveria.
Se o Linux quer se expandir, procedimentos desta natureza devem ser
abolidos em favor de um processo simples tipo 1 ou 2 cliques do mouse.
Um ritual esotérico envolvendo terminal de linhas de comando e editor
“vi” como esse acima é a estratégia ideal para espantar os novos
usuários. Não consigo ver nenhum motivo para que a Conectiva não tenha
colocado o binário nos CDs de instalação. Acho que no mundo de hoje, em
plena era da informação, é o computador que deve trabalhar para o
usuário e não o usuário trabalhar para o computador. Vá lá que no grupo
(a) haja quem goste desse ritual. Tudo bem, nada contra, Mas é preciso
urgentemente facilitar as coisas para o usuário comum. É pura estupidez
achar que o usuário comum vai se entusiasmar com o Linux precisando usar
o “vi” ou terminal de comandos para configurar o sistema.
Voltemos ao ponto inicial desta seção, CONFIGURAÇÃO E USO DO SISTEMA
INSTALADO
3) Configuração de câmera digital está errada no manual do CL10. Lá no
manual está escrito o seguinte: Vá ao Centro de Controle Conectiva,
clicando em Hardware e Periféricos > Scanners e Câmera Digital. O
primeiro botão que aparece da esquerda para a direita chama-se
Adicionar. Isto está errado ou por algum “bug” do sistema o configurador
não foi instalado corretamente no meu micro. Não existe botão algum na
mencionada tela. A segunda parte das instruções do manual funcionou e
minha Canon A70 foi reconhecida sem ter sido adicionada na opção
anterior. Isso é bom mas também é ruim, pois é um defeito que pode
frustrar e confundir o usuário comum. O programa GtKam também não
funcionou como esperado, aliás, para ser exato, além de abrir sua
própria janela não fez mais nada. Estes aspectos são importantes, pois
importar fotos com o gphoto2 sem interface gráfica, no mínimo, é um
paradoxo.
4) Outra falha grave é o manual do CL10 não trazer uma palavra sequer
sobre a instalação e configuração do wine que está incluso na
distribuição. Por que? Ou melhor ainda, por que o wine não é instalado e
configurado automaticamente?
5) Precisei configurar manualmente meus HDs no /etc/fstab para
funcionarem com o supermount. Por que isso não é feito automaticamente
na instalação? Já pensaram no tempo que um usuário comum vai perder até
descobrir o problema? Isso é um absurdo e falta de consideração.
6) O screensaver quase sempre não entra. Por que?
7) O Kaffeine roda o vídeo mas não sai som. Por que? Obviamente
verifiquei os controles de volume, tanto é que o Noatum toca
perfeitamente o vídeo e áudio. O KMPlayer também toca normalmente MP3,
mas o botão deslizante de andamento da música não se mexe.
8) O ConectivaOffice deveria vir com mais fontes de letras instaladas. O
conjunto que vem é muito pequeno.
9) O xboard não veio na distribuição. Essa interface gráfica é
fundamental para o gnuchess, um jogo clássico que não pode faltar.
10) Infelizmente, meu Scanner Genius HR6X Slim que permite imagear tanto
positivos quanto negativos parece não ser suportado no Linux. A
impessora HP 610C funcionou sem problemas.
Acho que não vou me estender mais nesta análise, ela já está demasiado
longa. Entretanto, achei importante apresentar alguns dos problemas que
podem e devem ser sanados por uma empresa do nível e porte da Conectiva.
Em termos de segurança do sistema, cabe uma observação conceitual
importante. A alegação de que o Linux é muito mais seguro que outros
sistemas é uma afirmação vazia e sem provas. Trata-se de uma segurança
estatística apenas. O sistema é seguro porque não é atacado. Isso é
obvio. De cada 100 ataques disparados, talvez 1 seja contra o Linux, os
99 restantes são contra o concorrente. Será esta a “prova” que o Linux é
mais seguro? Além disto, o sistema também trava de vez em quando.
Caro leitor, procure entender que minha crítica não visa pichar ou
desmerecer o CL10 ou qualquer outra distribuição. O Mandrake 10, por
exemplo, me decepcionou, prefiro o CL10. Minha intenção é colaborar para
o crescimento do Linux. Inclusive não faço nenhum esforço para ocultar
uma certa ansiedade em ver o Linux melhor e mais amigável. Mas para
atingirmos esse objetivo é preciso uma atitude mais imparcial e racional
dentro da comunidade. A atitude religiosa de boa parte do Mundo Linux
atrapalha, obscurece os defeitos e dá cobertura ao descuido dos
desenvolvedores. O Linux precisa incorporar a filosofia “idiot proof”. É
esse o caminho do futuro. As vezes fico até pensando se não há no
inconsciente coletivo uma postura deliberada contra a expansão. Será que
a paranóia da segurança não está indo, inconscientemente, nesta direção? |